It’s Always summer anywhere in the world: the charm of Five Lands, in Italy

Photo: Manarola

The color-patterned hills bordering the sea is one of the blends of geography and architecture offered by Italy to bring even more poetry to the European summer. Located in the Ligurian region, whose capital is Genoa, the famous artistically coloured cottages built throughout the hills are part of a cluster of small villages that make up the Five Lands (or, in Italian, Cinque Terre). They are Riomaggiore, Manarola, Vernazza, Corniglia and Monterosso al Mare.

The Cinque Terre amazes and enchants for a variety of reasons: the simple and happy architecture, the hand-crafted and cosy cuisine, the colorful and themed handiwork – sold and explained by those who love what they do, with local accents and the sun burnt-skinned, relaxed-looking of the typical ‘Italian from the beach’, who sees beauty in the small details of everyday life.

If you are going by train, you will arrive by La Spezia (one hour from Genoa, and about 3.5 hours from Milan or Rome), from where trains depart periodically to all five lands. The visitor can buy the tickets individually (that costs around 4 euros each), but the tip is the daily ticket, which, for 16 euros, offers free circulation for all train stops and even allows to share highlights on social media thanks to the exclusive wifi, which works throughout the region.

There is no ideal order to explore the villages. The region is small – the train ride from La Spezia to the last land, Monterosso Al Mare, takes about 30 minutes. One tip is to take advantage of the energy in the morning to explore Riomaggiore and Manarola, the closest to La Spezia, which have the most stairs and feature the most distinctive visuals. Vernazza and Monterosso al Mare are the hottest, which calls for longer strides and perhaps lunch and dinner stops to complete the experience. Corniglia is the smallest and least visited among the villages, it is worth docking in the late afternoon for a brief walk.

Riomaggiore
Riomaggiore

Starting with Riomaggiore, you can already feel the bucolic atmosphere since arrival. On the waterfront path that leads to the mountaintop – where the view becomes most charming and complete, the tour is guided by the calm neighborhood and vibrant nature. Upon reaching the coast, the magic happens thanks to the contrast of the blue of the Ligurian sea with the matching reds, yellows and greens that balance the full extent of the Riomaggiore hills. The tip is to explore the small streets and have a breakfast to try the specialties of the Ligurian lands.

Message stamped on the streets of Manarola
Message stamped on the streets of Manarola

The next destination is Manarola. The train ride takes a few minutes and there is a walk around the hill to see the true postcard of Five Lands. During some times of the year, there’s a trail called Via Dell’Amore, which crosses the route between Riomaggiore and Manarola. During the summer, although there is only a portion available – about 300 meters on the second land side – the view is worth the ride, even if brief. The landscape is breath-taking.

The surroundings are very similar – handicraft shops, cosy cafes and the full clotheslines on the balconies making up the decor of the place. If hunger strikes, try the seafood cones, a popular snack in the region.

From Manarola it is also possible to take a boat trip that travels the five lands, with tour guides who tell a little about the history, culture and particularities of each one. It is an interesting option to get to know them all in a quieter yet more superficial way.

Typical italian architecture in the streets of Vernazza
Typical italian architecture in the streets of Vernazza

Lunch time suggestion is in the most famous and popular among the Five Lands, Vernazza. In the main square, which forms a kind of small beach, there are boats, bars, restaurants and sunbathers relaxing on the rocks. Choose one of the restaurants there, which guarantee the sea view, and let the experience surprise you. As for gastronomy, you know, the odds of getting it right in Italy are 100%. But if you want to immerse yourself in local traditions, go for anchovy, the typical Ligurian fish, or local pasta, Trofie Al Pesto – the garlic, basil and olive oil sauce comes from Genoa, the Ligurian capital. For dessert, go for gelato (of course!).

Corniglia, the smallest of them, has no access by the sea: upon arrival the tourist can take a bus or climb about 360 steps to the village. This makes her the least visited. Even so, Corniglia delights with its almost rural alleys, small-town air and particular constructions – the Gothic style of St. Peter’s Church is worth a visit.

View of the Ligurian Sea from the Corniglia High Trail

To end the tour, the recommendation is to have dinner in the largest land of the microregion. Monterosso al Mare is quite different compared to its sisters – more modern, structured and flat (a treat to the legs after a day of uphill stairs). With a very wide coast, the seafront is very lively, and there are plenty of bars and restaurants to enjoy the night facing the horizon. In addition, the city also has the upper part – where there is the statue and church of San Francisco – which offers a panoramic view of the wonderful landscape and a busy city centre.

The bustling beach of Monterosso Al Mare
The bustling beach of Monterosso Al Mare

If you decide to stay overnight, the village offers several accommodation options, and the tip is to wake up early the next day for a quick swim before saying goodbye to the colourful paradise.

Onde é verão agora: os encantos das Cinco Terras, na Itália

Foto: Manarola

Os morros estampados de cores beirando o mar é uma das misturas de geografia e arquitetura que a Itália oferece para trazer ainda mais poesia ao verão europeu. Localizadas na região da Ligúria, cuja capital é Gênova, as famosas casinhas coloridas artisticamente construídas em toda a altura dos montes fazem parte de um aglomerado de pequenos povoados que compõem as Cinco Terras (ou, em Italiano, Cinque Terre). São elas: Riomaggiore, Manarola, Vernazza, Corniglia e Monterosso al Mare.

As Cinque Terre surpreendem e encantam por vários motivos: a arquitetura simples e cheia de bossa, a culinária artesanal que abraça, os trabalhos manuais coloridos e temáticos – vendidos e explicados por quem ama o que faz-, e, por trás dos sotaques e trejeitos dos quatro cantos do mundo, o estilo de vida do ‘Italiano de litoral’, de pele queimada e olhar tranquilo, que mistura rusticidade com capricho e vê beleza nos pequenos detalhes do dia a dia.

Se vai de trem, a chegada é por La Spezia (a uma hora de Gênova, e cerca de 3 horas e meia a partir de Milão ou Roma), de onde saem trens periodicamente para todas as cinco terras. O visitante pode comprar os bilhetes individualmente (custam em torno de 4 euros), mas a dica é o bilhete diário, que, por 16 euros, oferece a circulação livre por todos as paradas do trem e ainda permite compartilhar os highlights nas redes graças ao wi-fi exclusivo, que funciona em toda a região.

Não há uma ordem ideal para explorar os vilarejos. A região é pequena e facilmente transitável – o trajeto de trem de La Spezia à ultima terra, Monterosso Al Mare, dura cerca de 30 minutos. Uma dica é aproveitar a disposição do começo do dia para conhecer Riomaggiore e Manarola, as mais próximas de La Spezia, que possuem mais escadas e apresentam os visuais mais característicos. Vernazza e Monterosso al Mare são as mais badaladas, o que pede passadas mais longas e talvez as paradas para almoço e jantar, para completar a experiência. Corniglia, por sua vez, é a menor e menos visitada entre as vilas, vale encaixá-la no final da tarde para um passeio breve.

Riomaggiore
Riomaggiore

Começando por Riomaggiore, já dá para sentir a atmosfera bucólica desde a chegada. No percurso beira-mar que leva ao ponto alto do monte – de onde a vista fica mais charmosa e completa, o passeio é embalado pela vizinhança calma e a natureza vibrante. Ao chegar na costa, a mágica acontece graças ao contraste do azul do mar lígure com o encaixe de vermelhos, amarelos e verdes que se equilibram em toda a extensão dos montes de Riomaggiore. A dica é explorar os caminhos povoado adentro e tomar um café da manhã para experimentar as especialidades das terras lígures.

Mensagem estampada pelas ruas de Manarola
Mensagem estampada pelas ruas de Manarola

O destino seguinte é Manarola. O percurso de trem leva poucos minutos e há uma caminhada contornando o monte para avistar o verdadeiro cartão postal de Cinco Terras. Durante algumas épocas do ano, abre-se a trilha Via Dell’Amore, que atravessa a rota entre Riomaggiore e Manarola. Atualmente, há apenas uma parte disponível, de cerca de 300 metros do lado da segunda terra, mas a vista vale o passeio, mesmo que breve. A paisagem, capa desta matéria, é incrível.

Os arredores são bem semelhantes – lojinhas de artesanato, cafeterias aconchegantes e os varais cheios nas varandas compondo a decoração do local. Se a fome apertar, vale experimentar os cones de frutos-do-mar, snack super popular da região.

De Manarola também é possivel fazer um passeio de barco que viaja pelas cinco terras, contando um pouco sobre historia, cultura e particularidades de cada uma. É uma opção interessante para conhecer todas de forma mais tranquila, ainda que mais superficial.

Arquitetura italiana típica nas ruas de Vernazza
Arquitetura italiana típica nas ruas de Vernazza

O almoço fica por conta da mais famosa e badalada entre as Cinco Terras, Vernazza. Na praça principal, que forma uma espécie de prainha, há saídas de barcos, bares, restaurantes e banhistas relaxando nas pedras. A dica é escolher um dos restaurantes por ali, que garantem a vista para o mar, e deixar a experiência surpreender. Quanto à gastronomia, veja bem, as chances de acerto na Itália são de 100%. Porém, se quiser mergulhar nas tradições do local, vá de anchova, o peixe típico da região lígure, ou de massa local, o Trofie Al Pesto – o molho que combina alho, manjericão e azeite tem origem em Gênova, capital da Ligúria. Para a sobremesa, vá de gelato.

Corniglia, a menor delas, não possui acesso pelo mar: na chegada o turista pode pegar um ônibus ou deve subir cerca de 360 degraus até o vilarejo. Isso faz com que ela seja a menos visitada. Mesmo assim, Corniglia encanta com suas vielas quase rurais, o ar de cidade pequena e suas contruçoes particulares – o estilo gótico da Igreja de São Pedro, é um ponto que vale a visita.

Vista do mar lígure a partir percurso para o alto de Corniglia
Vista do mar lígure a partir percurso para o alto de Corniglia

Para encerrar o passeio, a sugestão é jantar na maior terra da microrregião. Monterosso al Mare é bem diferente quando comparada com suas irmãs – mais moderna, estruturada e plana (as pernas agradecem depois de um dia de escadas morro a cima). Com uma costa bem larga, a beira-mar fica super animada, e não faltam bares e restaurantes para embalar a noite de frente para o horizonte. Além disso, a cidade possui também a parte alta – onde há a estátua e igreja de São Francisco –, que oferece uma vista panorâmica do local e um centrinho agitado.

A agitada praia de Monterosso Al Mare
A agitada praia de Monterosso Al Mare

Se decidir pernoitar, o vilarejo oferece diversas opções de hospedagem, e a dica é acordar cedo no dia seguinte para um banho de mar antes de se despedir do paraíso colorido.

Base Summer Factory: As atrações mais quentes da cidade menos italiana da Itália, Milão

O local é uma mistura do que há de mais badalado e democrático nos dias de hoje: centro cultural, galeria de arte, coworking, bar, restaurante e acomodação; E, no verão, fica ainda mais interessante.

Foto: O pátio aberto durante o More Than Words, atração que abre o palco para todos os tipos de artistas

A pizza, as lambretas charmosas e varandinhas floridas estão garantidas, mas, quando se fala em tradições italianas, Milão fica quase de fora. No ponto mais business da Itália, no lugar dos sons de conversas exageradas repletas de gestos, ouve-se uma mistura de idiomas, músicos de rua e o ruído de carros e motos cheios de pressa. Ainda assim, a cidade está longe de ser careta. Referência no mundo todo quando se fala de design – seja gráfico, de moda, de interiores, e por aí vai, Milão possui um alto potencial artístico, e, claro, criativo.

Embora seu inverno seja rigoroso (que chega a nevar!), o verão Milanês é um dos mais quentes da Itália, com temperaturas que avançam os 40 graus mesmo após o pôr do sol – que acontece por volta das 21 horas durante a estação. Como de praxe em cidades grandes – e sem praia-, muita gente acaba fugindo para o litoral ou para a região dos lagos, mas, cada vez mais, a capital da Lombardia vem abrindo o leque e oferecendo opções interessantes para quem passa o período na cidade.

O Base é um dos responsáveis por isso. Em italiano com o mesmo significado que conhecemos em português, o nome vem justamente da estrutura inicial para criar algo novo. E lá há “algos novos” todos os dias. O local é uma mistura do que há de mais badalado e democrático nos dias de hoje: centro cultural, galeria de arte, coworking, bar, restaurante e acomodação.

No verão, fica ainda mais interessante. A Base Summer Factory (ou, na língua local, Stabilimento Estivo) é uma programação que conta com atrações bacanas todos os dias durante a época, faça chuva ou faça sol (e que sol!)

O período, que alonga um pouco a temporada de verão propriamente dita (seu lançamento foi em maio e os eventos acontecem até agosto), contou com uma festa de abertura no dia 29/5, com drinks e música boa, e desde então recebe quem quiser conhecer pessoas de papo bom e interagir com um universo de inovação e cultura através de experiências que envolvem arte, gastronomia e muita criatividade.

Durante o dia, a rotina é quase a mesma das outras estações: a partir das 9h30 é aberto o espaço de trabalho e estudo, acompanhados pelo bistrô bar do local. O que muda é o bar de verão, localizado no pátio ao ar livre, onde os drinks começam a ser servidos a partir das 18h30.

 O bar externo durante o entardecer milanês
O bar externo durante o entardecer milanês

No final da tarde, a programação começa a esquentar. Todas as segundas, por exemplo, das 21h30 à 1h, o espaço é aberto para todos os tipos de artista que tem algo a mostrar. O palco do pátio recebe leituras, debates, stand-up comedy, concursos de poesia, e por aí vai.

Já às terças, o protagonista é uma das principais tradições do país: o vinho. A degustação – de produtores diferentes a cada semana – oferece 3 tipos da bebida – tinto, branco e espumante. Tudo isso ao ar livre, ao som de jazz contemporâneo.

Quarta é dia de aperitivo. O happy-hour italiano, que combina drinks e comidinhas, no Base acontece no meio da semana, das 18h30 à 1h. A trilha sonora é por conta das web rádios levadas por estudantes das melhores – e mais descoladas – universidades de artes de Milão.

Com o fim de semana se aproximando, a programação começa a ficar mais agitada e voltada à música. Quinta é dia de aquecimento para o Linecheck, um dos festivais mais bacanas da Itália. Os pré-eventos, no Base, recebem alguns dos artistas do line-up, que apresentam suas histórias, sets e inspirações.

Além de toda a fábrica de verão, o estabelecimento recebe a Escola Estiva do Fazer criativo, isso é, uma sessão de pequenos cursos, com duração de um a três dias, sempre com foco em inovação e criatividade. Entre os temas estão ilustração, pintura clássica, web marketing e fundraising.

 O curso de desenho é um dos oferecidos pela Escola Estiva do Fazer Criativo
O curso de desenho é um dos oferecidos pela Escola Estiva do Fazer Criativo

Durante o ano todo, o Base oferece festas que misturam música experimental, DJ sets de qualidade, debates com convidados engajados em causas de destaque e outras eventos interessantes, que fazem o local estar sempre cheio e ser, cada vez mais, o ponto de encontro da gente curiosa que passa por Milão em busca de novas histórias, idiomas e formas de pensar.